22 agosto 2012

A história da maquiagem

                 Liz Taylor, como Cleópatra. Existiu personagem mais "icônica"do que essa na história da maquiagem?                 -- imagem retirada do blog She Loves Glam.
Como surgiu esse nosso amor por itens de maquiagem?
*O presente post foi baseado em outro redigido por mim e postado, em janeiro de 2011, no blog Lyssa Make Up.

     Todas somos loucas por make, certo? Isso é algo que nos é tão inerente, que parece impossível imaginar quão triste seria o mundo (ou ao menos a nossa vida) sem todas aquelas cores para pintar as nossas feições.

     Mas sabe por que não mais nos imaginamos sem maquiagem? Porque ela é um "acessório" utilizado pela espécie humana desde os primórdios! Não acredita? Então pega teu chocolate favorito e se ajeita na cadeira, porque nossa viagem vai ser um pouquinho longa!

O período paleolítico

     Você já ouviu falar dele. Foi aquele período que também ficou conhecido como "a Idade da Pedra Lascada"! Lembrou? Então... Durante o período paleolítico, os primeiros grupamentos humanos surgiram, e, com eles, também surgiu a vaidade. Isso porque numa maior concentração há também mais competitividade entre elas, de modo que, para se destacarem e delimitarem a sua hierarquia, os Chefes das tribos se enchiam de adornos feitos de dentes e garras de animais, enquanto que os Curandeiros desenhavam "formas mágicas" em seu corpo, para atrair bons espíritos.

Mesopotâmia

    Contudo, foi já na Mesopotâmia que as pinturas corporais começaram a evoluir. Anteriormente as pessoas já se adornavam com desenhos específicos para representar a guerra, mas o diferencial mesopotâmico foi o seguinte: foi lá naquele lugar (que hoje é conhecido por Iraque) que surgiram os primeiros produtos para os olhos à base de carvão, henna e outras matérias-primas!

Sabe aquele olho mega-preto e esfumado pelo qual somos todas apaixonadas? Agradeça aos mesopotâmios por ele!       -- imagem retirada do site visualize.us.

Egito 

     Engana-se, pois imagina que olhos marcados tenham se originado no mundo egípcio. Na verdade, no tempo áureo do Egito, a maquiagem preta em torno dos olhos era um sinal de respeito. Os faraós os pintavam para evitar que seus súditos lhes olhassem diretamente nos olhos, e usavam perucas coloridas para evidenciar ainda mais a sua distinção social.

     No entanto, foi definitivamente Cleópatra o ícone de toda a cosmetologia existente na época: sabe-se que ela tomava banhos de leite, tratava sua face com argila e pintava seus olhos com pó de khol (o kajal). Já havia, portanto, uma consciência a respeito da hidratação e de tratamentos de beleza.

     Juntamente com os olhos pretos de kajal, os egícios usavam também uma espécie de sombra verde, feita com uma mistura de gordura animal e pó de um mineral chamado malachita. Mas, além das sombras, foram os egípcios também os inventores do perfume líquido.

Roma

     No meio romano os olhos perderam o seu posto, pois foi a pele que ganhou destaque. Buscava-se, a todo custo, clareá-la. Era o início do preconceito racial e do ideal de beleza europeu consistente em mulheres com pele claríssima...

     As romanas utilizavam máscaras noturnas para promover o clareamento da cútis. Tais máscaras consistiam, basicamente, numa mistura de farinha de favas, miolo de pão e leite de jumenta. Algumas também se utilizavam de uma "maquiagem" branqueadora: passavam uma pasta de ovos, giz e vinagre.

     O primeiro creme facial foi inventado em 150 A.C., pelo - acreditem! - físico Galeno. Consistia o creme em água com cera de abelha e óleo de oliva, o qual posteriormente foi substituído por óleo de amendoas. Depois, adicionando-se pigmentos de dióxido de titânio para dar a coloração, surgiram as primeiras bases.

     Outra preocupação originalmente romana foram as sobrancelhas. Em Roma, sobrancelhas grossas e escuras eram invejadas e desejadas pelas mulheres.

Imagem representativa do ideal de beleza romano -- retirada do blog Greek and Roman Beauty.

Idade Média

     Na Idade Média, a Igreja conseguiu interferir em todos os ramos possíveis e imagináveis da ciência; nem a cosmetologia ficou de fora. O ato de se maquiar era visto como ato impuro, e, muitas vezes, a máscara colorida sobre a face das mulheres era tida como um ardil para a sedução, fruto de bruxaria.

     Veja um excerto de uma carta publicada no jornal The Spectator, na Inglaterra de 1711:

"Senhor, estou pensando em largar minha mulher e acredito que quando o senhor considerar o meu caso, a sua opinião será a de que minhas pretensões ao divórcio são justas. Nunca um homem foi tão apaixonado como eu pela sua fronte, pescoço e braços alvos, assim como a cor azeviche de seus cabelos. Mas para meu espanto descobri que era tudo feito de arte: sua pele é tão opaca com esta prática, que quando acordou de manhã, mal parecia jovem o suficiente para ser mãe de quem levei para a cama na noite anterior. Tomarei a liberdade de deixá-la na primeira oportunidade, à menos que seu pai torne sua fortuna apropriada às suas verdadeiras , e não supostas, feições..."
Fonte: História da maquiagem.

Idade Moderna e Contemporânea

     No Século XVI, sobretudo na França, o abandono de práticas de higiene básica - leia-se "banhos" - contribuiu para o desenvolvimento dos perfumes (para disfarçar o odor) e da maquiagem (para esconder a sujeira). No Século XVII, pomadas coloridas se tornaram mais seguras e acessíveis à população, tornando moda entre as mulheres a pintura dos lábios.

O estilismo, no entanto, surgiu somente no Século XIX, na França, e lá se desenvolveu, consagrando Paris como a capital da moda. O destaque para a maquiagem, por outro lado, veio apenas no Século XX, com a criação do batom na forma como o conhecemos em 1921.

Retrato de Marie Antoinette, com bochechas e lábios coloridos, característicos da época. -- imagem retirada daqui.

"Com a Segunda Guerra Mundial, as fábricas de cosméticos dão uma estacionada, pois toda a energia se concentrava para produção de armas, voltando-se então no século XVIII em que as mulheres mesmo preparavam seus produtos. Com o fim da guerra nos anos 50, a maquiagem volta com tudo, com o estilo fake – pele pálida, lábios realçados e olhar delineado. Os anos 60 é o auge, já que atinge por completo os jovens, fazendo com que a indústria se aprimorasse mais nas embalagens e estojos. Os anos 70, marcados pelo Disco, trazem a variedade de cores. Em 80, os pigmentos evoluíram, assim como o conceito de protetor solar e preocupação com o envelhecimento da pele".
Fonte: História da maquiagem

     Pois é... Teus produtos percorreram um longo caminho até chegarem à tua necessaire.
     Abraços,
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Postado por Júlia

2 vaidosos comentaram:

Senhorita L. disse...

Isso é o que eles dizem, mas pode ter acontecido bem antes do paleolítico. Gostei demais do post. bjos

Luana Cristina disse...

Estou estudando estetica e amei o post me ajudou muito no meu trabalho.

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