24 abril 2012

Os preços "justos" de grande parte das lojinhas virtuais

"Avarice", da galeria "The Seven Deadly Sins". Autoria de blackeri. Extraída do DeviantArt.
Vale a pena pagar os preços pedidos por cosméticos em "lojinhas" virtuais?
*Alguns podem achar que o "pecado" que realmente "move" o presente post é, em verdade, o pecado da Inveja. Contudo, a meu ver, o maior problema que assoma o universo das compras virtuais não-autorizadas - pra não dizer ilegais -, ainda é o da Avareza dos vendedores, uma vez que os consumidores, na maioria das vezes, agem de boa fé. 

     Imagine a seguinte situação: você viu o último lançamento da Urban Decay, deseja imensamente adquiri-lo, só que: 1) a marca Urban Decay não é vendida no Brasil; 2) você não está para viajar para um país onde a marca Urban Decay é vendida; 3) tudo indica que o produto muito em breve estará esgotado; 4) você não tem cartão internacional, de modo que não pode comprar em lojas como Beauty Bay e All Cosmetics Wholesale.

     Para adquirir o tão-sonhado produto, suas opções, portanto, costumam restringir-se a somente uma: buscar o auxílio de uma "blogueira-sacoleira"*, ou seja, algúem que possui uma lojinha virtual e que tira um dinheirinho através da comercialização dos produtos que traz de suas viagens internacionais, vendendo-os, na maioria das vezes, sob encomenda, mas também possuindo alguns itens a pronta entrega.
* Obs.: não empreguei o termo de modo pejorativo, e, aliás, o estou utilizando para designar tanto aquelas que viajam e trazem os produtos diretamente do exterior, quanto aquelas que moram no exterior e que dão um "jeitinho" de enviar as encomendas em pacotes identificados como gifts.

     Na segunda parte da série de posts sobre compras virtuais e o direito do consumidor, elenquei algumas situações que podem acontecer quando se compra em lojas virtuais, sejam elas grandes lojas ou pequenas lojas. Qual seria a principal diferença entre essas duas categorias? A legalidade. Ora, enquanto uma grande loja virtual comercializa produtos que entraram legalmente no Brasil - e, por isso, têm que recolher todos os tributos inerentes a essa atividade -, as pequenas lojas normalmente comercializam produtos que ingressaram no país de forma ilegal, porém com uma aparência de legalidade. Ou você acredita que as "blogueiras-sacoleiras" que viajam para o exterior nunca estouraram a sua cota? Ora, como trazer dos EUA, por exemplo, mais de 20 caixas de pincéis Make Me Up da Sigma, de uma só vez, pode caracterizar "uso pessoal"?

     Olha, eu não faço ideia de como as "blogueiras-sacoleiras" viajantes fazem para não ser pegas pela Receita Federal quando desembarcam no Brasil... Não faço mesmo! Ainda que elas corram todo esse risco de serem taxadas e de terem seus produtos apreendidos, pelo fato de elas não recolherem os tributos, não consigo concordar com o preço abusivo pelo qual a maioria vende!
Postado por Júlia 11 vaidosos comentaram
24 abril 2012

Os preços "justos" de grande parte das lojinhas virtuais

"Avarice" , da galeria "The Seven Deadly Sins" . Autoria de blackeri . Extraída do DeviantArt . Vale a pena pagar os ...
Postado por Júlia 11 vaidosos comentaram
21 abril 2012

Cosméticos nacionais e importados vendidos legalmente no Brasil: o porquê de preços tão altos

Alguns cosméticos no Brasil, mais do que parecerem jóias, custam tanto quanto. 
-- imagem retirada do site Luxury Launches.

Por quê o preço dos cosméticos, no Brasil, é tão alto?
     Dior, Lancôme, Bourjois, Clarins, M.A.C. Marcas de cosméticos tão divulgadas no nosso meio e tão desejadas por nós, brasileiras. Itens por aqui considerados "de luxo", embora, lá fora, o maior luxo que para nós elas aparentam ter é o fato de poderem ser compradas por indivíduos de (quase) todas as classes, credos e cores. Não que sejam baratas, não é isto! É só que, com muito menos do que se pede por aqui, uma pessoa "do estrangeiro" consegue levar para casa um dos nossos "objetos de consumo"...

     Segundo a revista ISTOÉ Dinheiro, a Sephora estava relutante em ingressar no mercado brasileiro justamente pela altíssima carga de impostos dos cosméticos, o que impede que seus produtos tenham competitividade com os nossos produtos nacionais. Para se ter uma ideia, segundo a revista Época NEGÓCIOS, os impostos "deixam a 'beleza feminina' 51% mais cara".

     Isto não é muito difícil de se comprovar. Se acessarmos o próprio site da Sephora americana, por exemplo, ao transformarmos o valor de um produto em dólar para reais, comparando o resultado obtido com o valor do mesmo produto no site da Sephora no Brasil - ainda Sacks -, nossa primeira reação posterior à automática cara-de-espanto é se perguntar mentalmente: Por quê?

     Atualmente, a carga tributária brasileira que atinge um produto cosmético compõe-se dos impostos IPI, ICMS, além das contribuições sociais PIS e COFINS. E isto - destaque-se - para os produtos fabricados no Brasil! Se o produto em questão se tratar de um importado, há a incidência, ainda, do Imposto de Importação, e aí...


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21 abril 2012

Cosméticos nacionais e importados vendidos legalmente no Brasil: o porquê de preços tão altos

Alguns cosméticos no Brasil, mais do que parecerem jóias, custam tanto quanto.  -- imagem retirada do site Luxury Launches. Por quê o p...
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19 abril 2012

Lime Criminal? (ou "O lado opaco do reino dos unicórnios holográficos")

Imagem retirada do EQ Music Blog.
O que te faz confiar/desconfiar numa marca de cosméticos?
     Por esses dias, pesquisando sobre produtos vegan e cruelty-free para redigir o último post (aqui), deparei-me com uma polêmica que foi muito popular no meio internacional nos idos de 2009, mas sobre a qual até então eu nunca tinha ouvido falar: os produtos da Lime Crime são, de fato, originais, ou não passam de cosméticos de outras marcas simplesmente re-embalados?

     Procurando no pai-de-todos Google, encontrei apenas dois blogs brasileiro que comentaram sobre o caso, sendo que um, atualmente, se encontra bloqueado para visitas. O outro, que ainda pode ser visitado, é o MakeUp Addicted, que, em 2009, publicou o post "A polêmica a respeito da Lime Crime make-up".

    Tudo começou em agosto de 2009, quando Anastasia, a blogueira inglesa que escreve o geek "Lipsticks and Lightsabers", publicou o post "So ordinary it should be ilegal", numa clara alusão ao próprio slogan da Lime Crime: "So bright! It's ilegal!". Movida pelo frisson dos blogs com a marca naquela época, que faziam incontáveis "declarações de amor" aos produtos, Anastasia resolveu conferir o por quê daquilo tudo, e adquiriu três produtos: sombras em pó Magic Dust, nas cores Dutchess, Elf e Lime Criminal.

     Ao fazer os primeiros swatches daquelas sombras, Anastasia já notou a sua grande similaridade com três de suas sombras minerais da marca Beauty from The Earth, que, por sua vez, nada mais eram do que "mica" colorida, como aquelas vendidas em lojas como a TKB Trading.

    Tudo estaria bem, e nada passaria de "teoria da conspiração", se não fossem alguns detalhes, a começar pela exclusividade apregoada no próprio site da Lime Crime, na página Make-up Makers, com as seguintes palavras:

"Lime Crime's mission is to break up the stale beauty ideals with fashion-forward shades and unmatched color payoff, so you may create looks as vivid and unique as you are. We are committed to providing the kind of fantasy makeup experience you deserve and couldn't get from any other brand."
Postado por Júlia 2 vaidosos comentaram
19 abril 2012

Lime Criminal? (ou "O lado opaco do reino dos unicórnios holográficos")

Imagem retirada do EQ Music Blog . O que te faz confiar/desconfiar numa marca de cosméticos?      P or esses dias, pesquisando sobr...
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